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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comprando o enxoval do bebê no exterior

Cada vez mais as pessoas tem viajado para fora para comprar o enxoval do bebê. Com os preços exorbitantes de roupas infantis no Brasil, comparando-se aos preços praticados em lugares como os outlets dos Estados Unidos, ir para lá fazer estas compras tem sido um fato mais frequente entre os brasileiros.

Mas será que realmente vale a pena? O site Dicas de Viagem fez uma reportagem interessante sobre este tema e a dica maior é: pesquise. Pesquise antes de viajar o que você quer comprar e se vale a pena. No caso das roupas, o limite é de 20 peças de roupas de bebê (então um casal pode trazer 40), lembrando que o valor máximo de importados é de 500 dólares (por pessoa). Carrinhos sim são uma grande vantagem, com preços que podem chegar a mais de dez vezes mais baratos que no Brasil. 

Um outro relato com dicas de lojas, shoppings etc. bacana está no blog Big Motherns Brasilia. Alguns itens que o site relata como bons para comprar nos Estados Unidos são: 


  • Carrinho de bebê
  • Cadeirinha do carro
  • Roupas, roupas e mais roupas
  • Termômetro de testa digital (ele mede a temperatura só de encostar na testa    por aproximadamente 2 segundos)
  • Babá eletrônica com câmera
  • Babadores descartáveis
  • Bomba para tirar o leite da Lansinoh (não dói pra tirar o leite!)
  • Mamadeiras e esterilizador de microondas Dr. Brown



  • E na Europa, será que rola? Claro que sim! A experiência minha e de várias pessoas é que na Europa dá sim pra comprar roupa barata, mas com uma diferença: nos Estados Unidos paga-se barato por roupas de grifes conhecidas, na Europa paga-se por roupas de boa qualidade, porém de lojas não tão renomadas. Ou, quem está disposto a pagar por grifes de alta costura para os seus bebês, Paris é uma festa. Clique aqui pra saber endereços de lojas como a Dior Baby e deixar o seu nenê com uma roupa realmente exclusiva.

    O bacana de comprar fora é que é possível aliar economia ou exclusividade a um passeio. E se não der pra viajar, pesquise com seus conhecidos, porque sempre tem alguém viajando!

    Boas compras!

    domingo, 2 de setembro de 2012

    A primeira vez a gente nunca esquece


    Desde pequeno eu já tive a oportunidade de viajar. Com a família do meu pai morando em Maceió, íamos passar férias em Janeiro na casa da minha avó e passávamos dias indo de praia em praia, casas de parentes e comendo aquelas coisas gostosas da culinária nordestina. Com as passagens a preços proibitivos, as viagens para lá terminaram para dar lugar a férias no litoral de Santa Catarina (Balneário Camboriú e Meia Praia, mais especificamente) e lugares como as termas de Piratuba. Quando estava prestes a fazer 15 anos, tive a opção de escolher um presente e não tive dúvidas: queria ir para a Disney. Não sei de onde nem porque tive essa ideia, já que não tinha amigos nem parentes que já tinham ido. Talvez essa vontade veio de uma mistura de coisas: a vontade de conhecer novos lugares e as experiências de viagem da infância; o fato de crescer vendo meus pais fazendo excursões para Argentina, Chile, Pantanal e muitos outros lugares e achar aquilo o máximo; ouvir as notícias de que minha avó tinha acabado de voltar de Nova York ou de outras viagens sendo que eu nem sabia que ela tinha ido; enfim, algo que talvez já estivesse correndo pelas veias sem eu saber.

    Ir para os Estados Unidos perto dos 15 anos foi um divisor de águas. Mesmo a Flórida sendo super latina, foi um choque muito grande ver como as coisas funcionam diferente em outros países, como as pessoas se comunicavam em línguas diversas mas acabavam se entendendo, como o mundinho em que eu vivia era bem pequeno perto do que existe fora dele. Mais que os parques ou tirar fotos com o Mickey, o que me marcou muito foi ver como tudo era muito organizado e limpo, como todos respeitavam as filas e os sinais, como haviam muitas crianças gordinhas, como eles comiam sanduíche do McDonald’s no café da manhã. Esse tipo de coisa me fascinou, me fez ver que o mundo não é igual ao Brasil e vice-versa, que tinha coisas que eu gostava mais no Brasil que lá ou o contrário. Esse choque pra mim foi só pro lado positivo, porque foi o começo de um movimento de abrir a minha mente para o mundo, para o novo. Daquela viagem eu trouxe coisas e lembranças que carrego comigo até hoje (e sou eternamente grato a meus pais por não acharem loucura eu viajar com mais 140 adolescentes naquela excursão e viabilizarem a viagem).

    Hoje em dia eu vejo que existe um universo de possibilidades de lugares para se conhecer e não só fora do país – até mesmo dentro de nossas próprias cidades (a gente sempre descobre que tem lugares bem legais perto da gente e que não damos muita importância até conhece-los). Quando nos abrimos a essas possibilidades, mesmo que não podemos usufruir delas com muita frequência, seja por restrições financeiras ou tempo, um mundo novo começa a nascer dentro da gente.

    Como diz uma música da Marisa Monte que eu gosto bastante “eu já não me sinto só com o universo ao meu redor”.


    Foto: www.viajandoparaorlando.com